Integração, marcenaria e até cores moldaram estes apês que, apesar de pequenos, são puro charme

10 apartamentos pequenos cheios de soluções com até 66 m²

noticia 1 - portal do marceneiro

 (Mariana Orsi/Mariana Orsi)

Cada vez mais presentes no cenário urbano, apartamentos com menor metragem apareceram como solução para uma conta que não fecha: grande volume de pessoas combinado à falta de espaço para construir nas grandes cidades – já repletas de arranha-céus e casas. Mas, apesar de essa parecer a saída, muitas vezes parece difícil imaginar a vida nesses imóveis apertados. Pensando nisso, preparamos uma seleção de projetos que variam entre 26 m² e 66 m² para mostrar que planejamento e boa execução fazem toda a diferença na hora de aproveitar cada centímetro disponível. Confira a seguir:

1. Compacto, mas funcional

1. Compacto, mas funcional.jpg

O rack de MDF com película melamínica na versão Chamois (da Masisa) foi executado com 45 cm de profundidade para garantir uma circulação de 95 cm na sala. (Ana Mello/Ana Mello)

No projeto da arquiteta Claudia Reis, o desafio era transformar os cômodos do imóvel paulistano de 26 m² em ambientes que se comunicassem de forma orgânica para atender variados perfis de locação. Recorrendo ao uso inteligente de marcenaria e revestimentos, a profissional criou nichos, divisórias de privacidade e deu nova função a determinados objetos – como caixotes ripados que escondem a tubulação e a condensadora do ar condicionado, mas também fazem as vezes de floreira. 

2. Integração máxima 

2. Integração máxima .jpg

Entre sala e quarto, o painel de correr (Cacchione Mobiliário) se compõe de três folhas lisas laqueadas (cada uma com 60 cm de largura). O piso é um só em todos os ambientes: placas de porcelanato de 90 x 90 cm (Portinari, ref. cimento HD SGR). (Andre Nazareth/Andre Nazareth)

Paulistas, o casal de proprietários deste apartamento de 27 m², no Rio de Janeiro, só visitava o imóvel aos fins de semana, por isso não davam tanta bola ao visual. Quando decidiram reformar o imóvel, convocaram a designer Marcella Bacellar e a arquiteta Renata Lemos para tocar a obra. Juntas, as profissionais definiram a repaginação dos revestimentos e dos espaços que foram integrados quase que completamente. Uma porta de correr separa o quarto do casal da área de convívio.

3. Ventilação, iluminação e amplitude

3. Ventilação, iluminação e amplitude.pn

A estrutura existente dificultou a alteração dos pontos de água e esgoto na cozinha – a solução foi passar as tubulações pela base do gabinete suspenso. (Pedro Napolitano Prata/Pedro Napolitano Prata)

Esta quitinete de 35 m² localizada no edifício Copan foi atualizada de maneira a atender as necessidades do casal de proprietários, que adora design contemporâneo. Aqui, os arquitetos do escritório Grupo Garoa tiveram como missão aproveitar cada centímetro disponível, integrando os ambientes, lançando mão de soluções de marcenaria e derrubando algumas paredes – como as da cozinha, que foram substituídas por portas envidraçadas que correm para os dois lados.

4. A cozinha foi parar na varanda

4. A cozinha foi parar na varanda.jpg

Olhando da entrada, é possível ter ideia da disposição de cada ambiente. Com pé- -direito alto, de 2,75 m, paredes claras e varanda extensa, o apartamento traz a impressão de amplitude, apesar da pouca metragem. Luminária da Reka. (Ana Mello/Ana Mello)

Projeto da arquiteta Marcela Madureira, este conjugado de 38 m² foi repaginado de forma que a cozinha ganhasse mais espaço do que na planta original – quando se limitava a uma pia estreita, sem bancada, na lateral da sala. A profissional também propôs ampliar a configuração com pequenos truques, como uma divisória de cobogós entre a sala e o quarto.

5. Caixa polivalente

5. Caixa polivalente.png

A cama fica resguardada, emoldurada pelo casulo de madeira. À esquerda dele, esconde-se o armário de roupas, acessado pelo corredor de trás. (Ruetemple/Divulgação)

Na Rússia, a solução dos arquitetos do escritório Ruetemple para aproveitar os 47 m² disponíveis foi criar uma estrutura de madeira repleta de nichos que fica no centro da planta. Há espaço para livros, equipamentos, uma lateral para o sofá e outra para a cama e um guarda-roupas camuflado.

6. Sem divisórias

6. Sem divisórias.jpg

O L translúcido demarca a suíte. Num dos lados, três painéis móveis de 10 mm de espessura e 0,87 x 2,65 m cada um (Vidraçaria Maracanã) fazem a ligação com o estar. O piso leva porcelanato de 1,20 x 1,20 m (Portobello, linha Gigacer Concrete, ref. concrete smoke). Já a parede exibe textura Terracor Eco (cor 123), que também alude ao visual do cimento. (Andre Nazareth/Andre Nazareth)

No redesenho da planta deste apê de 52 m², destaca-se a caixa envidraçada que abriga a suíte-escritório. Na reforma tocada pela arquiteta Dely Bentes, paredes vieram abaixo para distribuir por todos os espaços a iluminação proveniente de dois janelões de vidro – um no quarto e outro na sala.

7. Tons neutros e marcenaria inteligente  

7. Tons neutros e marcenaria inteligente

Por ser a área reduzida, a arquiteta preferiu cobrir todos os ambientes com as mesmas placas de 90 x 90 cm do porcelanato Matiz Grigio, da linha Concretíssyma, da Portobello. (Eduardo Pozella/Eduardo Pozella)

Morada de um jovem advogado, este apartamento de 57 m² foi modificado desde a planta. Originalmente com dois quartos, o morador pediu para a construtora nem levantas as paredes de um deles. Os 5,60 metros quadrados foram muito bem aproveitados na área social que, como todo o resto, tem marcenaria sofisticada e versátil, alem de tons claros e neutros. Como não podia derrubar mais paredes por uma questão estrutural, a arquiteta Duda Senna retirou as portas da varanda para melhor aproveitar a área.

8. Painel multiuso

8. Painel multiuso.png

Destaque do apartamento, a porta-camarão de freijó substituiu a parede entre quarto e sala. “Esse tipo de fechamento possibilita a máxima abertura do vão, ocupando pouco espaço quando recolhido”, afirma a arquiteta Aline D’Avola, que assina a reforma. Na parte fixa (à esq.), esconde-se o lavabo. (Maíra Acayaba/Maíra Acayaba)

Neste apartamento paulistano de 58 m² a solução para dividir espaços e trazer privacidade foi criar um painel de madeira articulado, que substituiu a parede entre o quarto e a sala. A ideia dos arquitetos Aline D’Avola e André Procópio era criar unicidade e identidade visual.

9. Cores demarcam os espaços

9. Cores demarcam os espaços.jpg

A sala foi ampliada com a inclusão de parte da cozinha. O laminado vermelho (Formica, ref. L 138 Vinho) cobre toda a superfície ao fundo, unificando visualmente as portas de entrada, do lavabo e dos armários de louça. Piso de cumaru (Indusparquet). Mesa de jantar do Fernando Jaeger; Cadeiras, poltrona e sofá do estudiobola e mesinha lateral da Decameron. (Maíra Acayaba/Maíra Acayaba)

Com 65 m², este apartamento em um prédio dos anos 1980, em São Paulo, parecia um tanto desproporcional – ambientes de estar apertados e separados, enquanto a área de serviço era generosa. Quando entraram em cena, os sócios do escritório Stuchi & Leite concentraram-se em reposicionar os espaços. Para delimitar e identificar funções, a grande sacada dos arquitetos foi utilizar cores em grandes volumes como na entrada, onde um pequeno lavabo é disfarçado pelo grande painel vermelho que camufla portas, armários e até o aparelho de ar condicionado. 

10. Espaços otimizados

10. Espaços otimizados.png

Da cozinha aberta, a vista alcança a sala de jantar, o home office, a saleta de TV e a sala de estar na varanda. (Mariana Orsi/Mariana Orsi)

Quem entra neste apartamento pela primeira vez se surpreende ao saber que ele tem apenas 66 m². Projetado pelas arquitetas Marcela Madureira e Lorenzza Lamoglie, o local foi completamente integrado o que garantiu uma circulação mais livre para receber convidados. Divisórias transparentes, cores marcantes e painéis de madeira delimitam os ambientes deixando-os mais aconchegantes.